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Matrículas - EaD

Engenharia Agrícola

O curso de Engenharia Agrícola passou a ser ofertado como opção profissional no Brasil a partir de 1973. Neste ano, a Universidade Federal de Pelotas/RS criou o primeiro curso no país como consequência estratégica de trabalhos que envolveram diferentes órgãos.  Podem ser citados o Instituto Interamericano de Ciências Agrárias, da Organização dos Estados Americanos – OEA, o CNPq, renomadas universidades e a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação – FAO.  Estes trabalhos concluíram pela necessidade de um profissional, no Brasil, que reunisse condições de aplicar a Engenharia às diferentes necessidades da atividade agrícola. Na sequência, a Universidade Federal de Viçosa/MG (1974), a Universidade Federal de Lavras/MG (1974) e a UNICAMP (1975) iniciaram seus cursos de Engenharia Agrícola. O primeiro currículo mínimo do curso, aprovado pelo Conselho Federal de Educação, data de agosto de 1974.

No Estado do Paraná o primeiro curso de Engenharia Agrícola foi implantado na UNIOESTE, à época FECIVEL, tendo iniciado suas atividades em agosto de 1979. É provável, portanto, que o curso de Engenharia Agrícola da UNIOESTE seja, na história do Brasil, o quinto curso a iniciar suas atividades de formação.

Os dados oficiais disponibilizados até este momento pelo INEP – Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (www.inep.gov.br), divulgados para o ano de 2016, apontam para a existência de 20 cursos de graduação em Engenharia Agrícola ou Engenharia Agrícola e Ambiental, naquele ano. Contudo, haja vista outras fontes, a exemplo da Editora Abril (guiadoestudante.abril.com.br) e consulta feita aos sites de diferentes IES, pode-se afirmar que existem pelo menos 30 cursos de graduação em Engenharia Agrícola ou em Engenharia Agrícola e Ambiental atualmente no Brasil. A maioria dos cursos (90%) é ofertada em instituições públicas, com maior número em instituições Federais. São hoje 16 Estados com a presença do curso de Engenharia Agrícola, com destaque para os Estados de Minas Gerais (5); Rio Grande do Sul (4); Paraná (3) e Goiás (3). No Paraná, a UNIOESTE/FECIVEL foi a pioneira. Em 2002 a Universidade Estadual de Maringá – UEM criou o curso em Cidade Gaúcha, noroeste do Estado. Posteriormente, em 2014, a Universidade Federal do Paraná – UFPR, criou o curso em sua extensão de Jandaia do Sul.

Neste ano de 2019, portanto, no mês de agosto, o curso da UNIOESTE completará 40anos de existência, com 35 anos de formação da primeira turma. Desde sua implantação foram formados mais de 650 profissionais Engenheiros Agrícolas na instituição. No geral, isto indica que o índice de acadêmicos formados em relação aos ingressos é da ordem de 40%, considerada a relação, a partir de 1984, entre o número de ingressantes e o número de egressos.  Os registros disponíveis na Pró-Reitoria de Graduação e na Secretaria Acadêmica do Campus de Cascavel, indicam que esta alteração do PPP será a 11ª do curso, desde sua criação. Muitas das mudanças curriculares foram motivadas para satisfação de alterações na legislação vigente. Ainda, parece digno de destaque o fato de que o curso, desde sua criação, sempre manteve a exigência do Trabalho de Conclusão de Curso em sua grade. A partir de 1996 (processo Unioeste 002318/95), o PPP incorporou, simultaneamente, a oferta das disciplinas Optativas, o Estágio Supervisionado Obrigatório e as Atividades Acadêmicas Complementares. Os registros disponíveis para 32 dos 39 vestibulares realizados indicam que a média geral de concorrência para o curso foi da ordem de 4,59 candidatos por vaga e os dados ininterruptos dos últimos 15 anos indicam uma média de 4,76.

No curso, especialmente a partir do final da década de 80 e início da década de 90, houve significativa mobilização da equipe docente para atingir qualificação ao nível de mestrado e doutorado. Não é surpresa, portanto, que esta equipe de professores tenha permitido surgir os primeiros cursos de pós-graduação stricto-sensu em mestrado e doutorado na UNIOESTE. O mestrado foi iniciado em 1997 e o doutorado em 2006. Atualmente existem dois programas de pós-graduação stricto-sensu associados à equipe do curso: O Programa de Pós-Graduação em Engenharia Agrícola (conceito 5 CAPES) e o Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Energia na Agricultura (conceito 4 CAPES). Este último iniciou suas atividades em 2009.  Destaque-se que tal realidade permite o efetivo envolvimento de acadêmicos do curso com a realidade da pesquisa. Entre os anos de 2008 a 2018 houve envolvimento formal de 429 acadêmicos com projetos de iniciação científica, a grande maioria com bolsa.

Neste contexto, atualmente, a maior parte da equipe de docentes é responsável pelo atendimento da graduação e da pós-graduação. Considerada a realidade nacional, e a UNIOESTE não é exceção, compreende-se que as instituições precisam equacionar adequadamente formas de manutenção qualitativa e simultânea dos programas de graduação e de pós-graduação existentes. O problema é nacional e não local. Neste sentido, o Núcleo Docente Estruturante – NDE deste curso e seu Colegiado, entendendo a necessidade de algumas ações específicas, decidiu retomar desde 2014 procedimentos de avaliação interna do ensino de graduação. Neste ano de 2018 conseguiu-se realizar a avaliação de todas as disciplinas pelos acadêmicos. Os resultados, neste momento, estão em análise para posterior divulgação dos resultados.

Quanto à avaliação externa o curso apresentou, no ano de 2008, um Conceito Preliminar de Curso – CPC igual a 4, atribuído pelo INEP.  Na oportunidade seguinte, em 2011, o curso ficou sem conceito no ENADE haja vista que, a nível nacional, houve o equívoco de aplicar-se ao curso prova específica de outra profissão. Desde então, por decisão emanada do Colegiado do Curso e apoiada pela Pró-Reitoria da UNIOESTE, o curso não tem participado do Exame Nacional.  Um dos motivos é o fato do visível prejuízo do desempenho acadêmico uma vez que as provas são dirigidas a categorias gerais do ensino de engenharia e não a categoria específica. Tal realidade é indesejável uma vez que o curso possui DCN própria desde 2006. Outros renomados cursos de Engenharia Agrícola no país optaram por postura idêntica, ou seja, não participação nas edições do ENADE.

Por ocasião da última renovação de reconhecimento do curso, Protocolo 13.449.848-0, de 17/12/2014, Estado do Paraná, processo de renovação de reconhecimento, aplicado o instrumento previsto no Sistema Estadual de Avaliação do Ensino Superior – SEAES/PR, o curso obteve conceito máximo, igual a 5.

Ainda, outras evidências externas dão conta de avaliações muito favoráveis à qualidade do curso da UNIOESTE. É o caso, por exemplo, da avaliação do Guia Abril do Estudante. Há vários anos o curso figura como um dos melhores do país.

 

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