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Tecnologia: Colibri promove independência para pessoas com deficiência

Buscando humanizar a tecnologia uma empresa de Belo Horizonte desenvolveu um programa que facilita e dá maior autonomia de comunicação às pessoas com deficiência. Depois de dois anos em teste, ontem foi entregue à estudante de Medicina do campus de Cascavel da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), Elaine Luzia dos Santos, o dispositivo Colibri, um óculos que funciona como um mouse de cabeça e permite, com o movimento da cabeça, controlar qualquer dispositivo móvel ou computador, através de uma conexão bluetooth. A empresa responsável pelo desenvolvimento dessa ferramenta também contemplou o Programa de Educação Especial (PEE) da Instituição com um dispositivo.

Elaine tem tetraparesia, decorrente de um Acidente Vascular Cerebral (AVC) quando estava no terceiro ano do curso de Medicina em 2014. A estudante não tem o movimento dos membros e perdeu a fala, hoje ela se comunica com ajuda da prancha alfabética. Para formar as palavras e frases, Elaine pisca quando a intérprete diz a letra necessária para a construção das palavras e poder se comunicar. Com os óculos a interação será facilitada, já que com a tecnologia, terá mais autonomia para comunicação.

“Gostei bastante dessa versão depois que eles atualizaram, ficou ainda melhor! Acredito que no dia-a-dia vai ajudar durante minha comunicação! Espero conseguir me adaptar e utilizar ao máximo essa tecnologia. Como médica, terei mais oportunidades para trabalhar sem depender tanto das pessoas. Além disso, no âmbito das relações pessoais irá proporcionar maior liberdade e privacidade, algo impensável na minha condição! Portanto, o Colibri é símbolo da minha autonomia em todos os campos da vida, em suma, é um produto de valor incalculável!  Eu vou me esforçar para incorporar na minha rotina essa tecnologia que vem me trazer mais qualidade de vida!”, afirma Elaine

O Colibri

O dispositivo foi desenvolvido pela empresa Tix Life e contou com a participação da estudante desde o início dos testes em 2020. “A Elaine participou do projeto inicial desse dispositivo, ela foi a nossa usuária experimental, quando o Colibri ainda era um protótipo. Ela foi uma das primeiras a usar no país e a partir das experiências dela, nós aprimoramos esse equipamento e chegamos a versão que temos hoje”, destaca Deyvid Aciprest, representante da empresa.

Segundo Deyvid, Elaine teve um papel importante para o desenvolvimento do dispositivo, conforme foi testando, a estudante foi apontando as mudanças que precisavam ser feitas, com base nas dificuldades dela a equipe técnica foi aprimorando, inserindo novas configurações para que ela pudesse utilizar da melhor forma. “Elaine tem espasmos musculares no movimento de cabeça e isso foi determinante para encontrar a melhor configuração para atender pessoas como ela, porque quando a pessoa possui espasmos musculares na cabeça o ponteiro no mouse não vai ficar preciso, então foi preciso adaptar uma série de configurações para atender o caso dela”, explica.

O Colibri é fruto de uma tecnologia que foi desmembrada de outras tecnologias assistivas que já existiam. Para o diretor do campus de Cascavel, professor Aníbal Mantovani Diniz, esse software vai poder ser utilizado por muito estudantes que virão para a Unioeste. “A gente sempre quer trazer tecnologia para os nossos alunos e nossos professores. Quando a gente aproxima o PEE de empresas que tem a tecnologia a gente aproxima muito mais a Universidade dos alunos e das empresas. São empresas que tem, na divulgação da tecnologia como parceira nossa, condições de crescer e aplicar ciência nesses produtos”. 

Esse tipo de tecnologia assistida possibilita que pessoas com deficiências tenham autonomia e independência, como explica o coordenador geral do PEE, Dorisvaldo Rodrigues da Silva. “A inclusão da pessoa com deficiência no ensino superior cria uma perspectiva muito grande para a pessoa nos termos de uma possibilidade de trabalho, ter independência financeira, inclusive ter um reconhecimento social. Para nós, incluir é criar possibilidade de vida diferenciada com pessoas com deficiência”, salienta

A Universidade terá a disposição um desses equipamentos, mas por enquanto não será utilizado pois não há nenhum acadêmico que precise da ferramenta. O Colibri já está no mercado para aquisição, com diferentes planos de assinatura, um deles custa R$99,00 mensais, mais informações podem ser consultadas no site da empresa https://tix.life/colibri/. A história da Elaine está disponível em: https://www.unioeste.br/portal/central-de-noticias/59056-os-olhos-que-formaram-uma-medica

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