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Unioeste: Professor cria estação experimental para estudos de Geomorfologia

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Um estudo pioneiro no Brasil e no mundo está sendo realizado pelo Doutor em Geografia e professor associado da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), campus de Francisco Beltrão, Julio Cesar Paisani que pretende  entender melhor os processos de sedimentação que ocorrem no período Quaternário, que se iniciou há cerca de 2,588 milhões de anos e segue até hoje. Para essa pesquisa o professor Julio projetou e construiu uma estação experimental para obter resultados inéditos no estudo da Geomorfologia.

A ideia para o início da pesquisa veio após a formulação de algumas questões sobre a Geomorfologia do período em questão, após a revisão de outros trabalhos internacionais sobre o assunto. Durante um ano inteiro, o professor Julio Paisani projetou e construiu uma estação experimental que contribuísse na busca de resultados para a pesquisa. A estação consiste em três partes: um misturador de água e sedimentos; uma rampa, que simula uma encosta e, por fim, uma bandeja de sedimentação que simula um plaino aluivial, formação geológica sem grandes inclinações e constituída majoritariamente por argila, silte e areia.

Na construção da estação experimental, o professor Julio recebeu uma grande ajuda do sogro, o senhor Anivaldo Lopes. “A construção contou com as habilidades em marcenaria, ferragem e demais materiais de meu sogro, aposentado, que tem esses ofícios como hobby. Agradeço muito a ele pela participação na construção da estação.” A estrutura possui como base tubos de PVC, estruturas em ferro e compensado naval.

Os estudos se baseiam na tentativa de verificar quais estruturas sedimentares podem ser geradas após o processo de erosão do solo, como explica o professor. Para isso, durante a experimentação, são criadas estruturas com diferentes concentrações de sedimentos, para que novos resultados sejam atingidos. “Nós buscamos gerar estruturas sedimentares cujos fluxos podem ser controlados, para gerar chaves-interpretativas para estruturas sedimentares Quaternárias do ambiente de encosta e poder interpretar os processos antigos com maior precisão.”

Os estudos ainda estão em processo de análise de resultados, que é feita de maneira microscópica. No entanto, o professor Julio já adiantou quais podem ser os resultados de toda esse trabalho. “A compreensão dos produtos sedimentares podem contribuir com a geração de informações sobre a erosão natural ou induzida por práticas agrícolas.” Além disso, o professor salientou que o estudo contribui com a redução dos impactos oriundos de catástrofes hidrológicas em espaços urbanizados.

O trabalho realizado na Universidade Estadual do Oeste do Paraná, campus de Francisco Beltrão, também contribui com as metas de desenvolvimento sustentável estabelecidas pela Organização das Nações Unidas. “As medidas necessárias para atender a agenda da ONU para se atingir o desenvolvimento sustentável no Brasil até 2030, passam por pesquisas básicas de modo a atingir a sustentabilidade dos espaços agrários e a resiliência a desastres naturais em áreas urbanas”.

Além da ajuda do sogro, o professor Julio recebeu o auxílio do pesquisador associado da Universidade Estadual do Oeste do Paraná, Doutor Marcos Cesar Pereira Santos, na realização de ensaios mais recentes. Além disso, a estação também teve envolvimento dos alunos de pós-graduação em Geografia do campus de Francisco Beltrão, que acompanharam os experimentos e realizaram filmagens para a extração de alguns parâmetros.

Apesar de toda a complexidade e do tempo elevado de construção, o professor Julio Paisani se mostra muito otimista com o desempenho e os possíveis resultados que serão obtidos. “Durou um ano o planejamento e a confecção da estação experimental. Felizmente ela se concretizou e se mostra com elevado potencial para responder às questões de nossas pesquisas”, finalizou.

Texto: João Vitor Marochi de Oliveira/ Revisão: Patrícia Bosso

Fotos: Divulgação 

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