Prime: Pesquisador da Unioeste cria peneira que faz separação contínua de partículas

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A patente “Peneira Rotatória para Separação Contínua de Partículas, Dotado de Sistema Autolimpante”, fruto de pesquisas coordenadas pelo professor Camilo Freddy Mendoza Morejon e desenvolvida pelo Grupo de Pesquisas em Inovações Tecnológicas para o Desenvolvimento Territorial Inovador (GPINOVA) da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), campus de Toledo, foi uma das selecionadas para participar do programa de Propriedade Intelectual com foco no Mercado (PRIME). O programa tem como objetivo apoiar pesquisas acadêmicas com potencial de mercado.

A patente abrange um conjunto de elementos, com forma e arranjo diferenciados que propiciaram uma melhoria funcional no processo de separação de sólidos particulados, principalmente em sistemas de tratamento de efluentes líquidos provenientes de diversas fontes, por exemplo de frigoríficos. “O projeto compreende a um equipamento resultante de pesquisas realizadas no GPINOVA. Esse equipamento foi protegido junto ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) em forma de patente”, explica o professor Camilo.

O equipamento apresenta componentes e dispositivos com características diferenciadas na forma de alimentação do efluente líquido, de separação contínua dos sólidos particulados, de retirada dos sólidos particulados, de retirada do líquido livre de particulados e de funcionamento com sistema que permite a autolimpeza contínua da peneira rotatória.

De acordo com o professor Camilo, o programa PRIME tem grande importância para incentivar a inovação e a pesquisa. “No GPINOVA temos desenvolvido mais de 50 soluções tecnológicas inovadoras e o Programa PRIME deve auxiliar no processo de inserção no mercado dos resultados das pesquisas realizadas nas universidades. Essa iniciativa do governo está em sintonia com o objeto maior do GPINOVA, que é propiciar o desenvolvimento territorial inovador”, finaliza.

 

Quem é o pesquisador

Camilo Freddy Mendoza Morejon é Engenheiro Químico formado pela Universidade Técnica de Oruro (1992), possui mestrado em Engenharia Química e doutorado em Engenharia Mecânica (2003) obtido na Universidade Federal do Rio de Janeiro (COPPE/UFRJ). Na atualidade é professor associado da UNIOESTE e atua nos cursos de Graduação, Mestrado e Doutorado em Engenharia Química, Mestrado em Ciências Ambientais e Mestrado em Rede Nacional em Propriedade Industrial e Transferência de Tecnologia para a Inovação (PROFNIT). Camilo Morejon é pesquisador Produtividade DT-Nível 1D do CNPq e atua na área de inovação tecnológica, com ênfase no empreendedorismo inovador, meio ambiente e energias alternativas. Nas suas atividades contribui com o desenvolvimento territorial inovador, planeja novos empreendimentos industriais e propõe tecnologias inovadoras para a geração e aproveitamento de energias alternativas, bem como desenvolve tecnologias ambientais para o monitoramento, tratamento e a industrialização de resíduos provenientes de diversas fontes. Camilo Morejon faz parte do Banco de Avaliadores do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (BASis) do Brasil. 

 

Texto: Milena Griz, supervisão: Patricia Bosso